22/06/2005 - 18h52
Estudo revela que componente na soja dificulta gravidez
Estudo feito pela King's College de Londres, divulgado nesta quarta-feira,
revela que um componente presente na soja, a genisteína, pode dificultar a gravidez.
Por este motivo, as mulheres que pretendem engravidar devem evitar consumir produtos
ricos em soja. A pesquisa destacou que este componente químico, encontrado
em todos os produtos a base de soja e seus derivados, como o leite de soja, pode "esgotar" os
espermatozóides antes que eles tenham a chance de penetrar o óvulo.
As mulheres que desejam engravidar devem evitar ingerir produtos ricos em soja
durante os dias de ovulação, alertou Lyyn Fraser, especialista
em biologia reprodutiva da King's College. A autora do estudo pesquisou em laboratório
o efeito da genisteína nos espermatozóides humanos e concluiu que
seu impacto é "dramático" e que é mais poderoso em humanos
do que em ratos.
O estudo demonstrou que quando o espermatozóide afetado pela genisteína
chega ao óvulo, as chances de fecundação são muito
reduzidas."Com base neste estudo, seria conveniente que as mulheres que consomem
muita soja limitassem" a ingestão deste alimento rico em genisteína "durante
o período da ovulação", advertiu Fraser. Segundo ela, até mesmo
doses muito pequenas deste componente no organismo feminino afetaria a viagem
dos espermatozóides até o óvulo. "O resultado da pesquisa é dramático
e muito surpreendente", destacou a especialista.
A pesquisa não determinou, no entanto, em que quantidade a soja afeta
a fertilidade. "Acho que, por exemplo, meio litro de leite de soja é uma
medida razoável", afirmou a especialista da King's College, que demonstrou,
em um estudo anterior, baseado em experiências com ratos, que alguns produtos
químicos que contêm estrogênio podem afetar o funcionamento
dos espermatozóides.
A genisteína também é encontrada em alimentos pré-cozidos,
como pizzas, e vegetarianos produzidos com leite de soja, assinalou o estudo.
Ainda segundo o estudo, vegetais como as ervilhas e os feijões também
contêm genisteína, embora não se tenha determinado se sua
presença nestes alimentos seja suficientemente significativa para afetar
a fertilidade.
http://internacional.dgabc.com.br/materia.asp?materia=47826
|