Car@s Amig@s,
É muito provável que a Câmara aprove hoje o projeto de lei
de Biossegurança
vindo do Senado, que libera definitivamente a soja transgênica e escancara
o país a entrada de outros transgênicos. Mais grave ainda é saber
que isso
será feito com a orientação e o apoio do governo.
Abaixo enviamos uma nota em manifestação a essa grande traição.
Sugerimos
que você copie e cole o texto abaixo numa nova mensagem, faça as
modificações que achar pertinente e envie-o aos endereços
do governo e
Congresso citados abaixo.
Sua manifestação neste momento decisivo será muito importante.
AS-PTA
===========================================
Com cópia para:
sg@planalto.gov.br, casacivil@planalto.gov.br, gm@mdic.gov.br,
se@desenvolvimento.gov.br, gabmin@met.gov.br, marina.silva@mma.gov.br,
renan.calheiros@senador.gov.br, dep.severinocavalcanti@camara.gov.br,
josedirceu@planalto.gov.br,
vpr@planalto.gov.br, protocolo@planalto.gov.br, scpai@planalto.gov.br,
antonioalves@saude.gov.br
TRAIÇÃO E BURRICE
02/03/2005
A votação da Lei de Biossegurança chega ao seu desenlance
de forma
revoltante para todos os movimentos ambientalistas e sociais e para muitos
cientistas preocupados com critérios sérios de preocupação
com os riscos
desta tecnologia.
O governo Lula traiu seu programa eleitoral onde uma visão prudente sobre
a
transgenia aparece em três diferentes momento: nos cadernos "Meio Ambiente
e Qualidade de Vida", "Vida Digna no Campo" e no "Fome Zero".
O governo Lula (leia-se o próprio presidente, os ministros José Dirceu,
Aldo Rebelo e Gushiken) traiu os próprios Ministros mais interessados
na
questão: Marina Silva, Humberto Costa e Miguel Rosseto, dando apoio aos
ministros pró-transgênicos: Eduardo Campos, Furlan e Roberto Rodrigues.
No afã de agradar as multinacionais da transgenia e os grandes produtores
iludidos com a promessa desta tecnologia o governo Lula agiu de forma
irresponsável e foi muito além das piores iniciativas do governo
FHC. As
conseqüências para o meio ambiente e para a saúde podem levar
algum tempo
para aparecerem de forma mais contundente, mas quando o fizerem (e as
informações de outras partes do mundo o indicam) serão dificilmente
controláveis e reversíveis.
Mais grave no curto prazo são as conseqüências para os agricultores
que não
querem plantar transgênicos e que sofrem da contaminação
provocada pelos
cultivos geneticamente modificados. O governo vai garantir os direitos
destes agricultores? E os direitos dos consumidores que até hoje não
viram
ser aplicada a legislação sobre rotulagem?
A “burrice” da posição pró-transgênicos que o próprio
candidato Lula
identificou se confirma atualmente pela rápida perda das vantagens
artificiais do plantio de soja transgênica e da crescente restrição
do
mercado internacional ao produto contaminado.
A traição do governo Lula se manifesta ainda no campo estratégico
com a
entrega da soberania alimentar brasileira às multinacionais de transgenia,
pois o monopólio desta tecnologia e das patentes sobre as sementes dela
derivadas nos deixa na mão dos interesses econômicos da Monsanto
e outras
que tais.
A luta contra o descalabro desta política vai continuar em todos os campos:
jurídico, político e, sobretudo no econômico, através
da denúncia de riscos
para os consumidores e para os agricultores. Não vamos permitir que a
Monsanto, os ruralistas e o governo Lula levem a agricultura do país
para o
desastre.
Assinado,