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Decreto
de soya en Brasil
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Defensores dos transgênicos querem ganhar tempo e criar fato consumado com aa soja plantada, alerta Sebastião Pinheiro EXCLUSIVO - EcoAgência de Notícias Porto Alegre, RS - O ambientalista Sebastião Pinheiro criticou a decisão da Desembargadora Federal da 1º Região Selene Maria de Almeida que liberou o plantio e comercialização da soja transgênica no Brasil. Ao falar nessa terça-feira (12) para um público superior a 70 pessoas, dentro do projeto Terça Ecológica, promovido pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul , Sebastião Pinheiro, disse estar havendo „ uma grande balbúrdia em relação a questão dos trangênicos. „ A decisão dela não é definitiva, pois ainda falta a manifestação de outros desembargadores. O que os defensores dos produtos trangênicos querem é ganhar tempo para criar fato consumado com a soja plantada. O engenheiro agrônomo e florestal Sebastião Pinheiro alertou aos participantes do debate que o Brasil está entrando na contramão da história. O povo americano começa a reagir contra os transgênicos, disse ele. „ Na Califórnia, há dois meses, uma reunião contra os transgênicos teve intervenção do FBI, fotografando as pessoas‰ , assegurou. „ E o mais dramático é que há muita coerência, organização e planejamento por parte dos defensores desse tipo de ação. O que está ocorrendo no Brasil é a improvisação, pois não temos sequer estudos do impacto que essa tecnologia pode causar à saúde, ao meio ambiente e, principalmente, ao comércio do país. Depósitos de semente serão taxados Sebastião Pinheiro não tem dúvidas de que todos os depósitos de soja para semente que estão em poder dos agricultores serão taxados. A Monsanto vai cobrar no Rio Grande do Sul os royalties devidos por 4 anos de uso ilegal da tecnologia. „Essa foi uma das jogadas mais perfeitas que eu já conheci em toda minha experiência" . O saco de semente foi contrabandeado pelos produtores brasileiros a U$ 200,00 cada. A Monsanto não adotou para a Argentina a mesma proteção tecnológica que havia tomado nos Estados Unidos, onde o agricultor assina um contrato em que é proibido plantar ou revender qualquer grão para o vizinho. Na Argentina não ocorreu isso porque o mercado que eles queriam atingir era o brasileiro, o segundo maior mercado de soja do mundo. O objetivo não era vender grão, mas disseminar semente. A tecnologia nos EUA não é a venda de semente. O que o agricultor pós-industrial quer comprar é serviços e tecnologia. O ambientalista, que é conselheiro da AGAPAN e membro da Fundação Juquira Candirú, questiona também os que acham que a multinacional está de olho no Rio Grande do Sul. Eles estão enxergando mais adiante. O que eles querem ‰, ressalta, são principalmente os mercados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A soja transgênica necessita escala e dimensão gigantesca de área. No Rio Grande do Sul predominam a pequena e média propriedade. É o que já está acontecendo na Argentina. O sonho do sojicultor argentino hoje é comprar equipamentos de alta precisão, como linha para satélites e tratores especiais movidos por computador . Ao final de sua palestra, Sebastião Pinheiro elogiou a atitude do governo paranaense que está fazendo todos os esforços para evitar a entrada da soja transgênica em seu Estado. O governo do Paraná, segundo ele, foi aos Estados Unidos e „ ficou apavorado com a situação da soja transgênica. „ Hoje ‰, disse, „ eles possuem uma posição totalmente anti-transgênico. Eles queimaram soja em praça pública. Ao contrário, aqui no Rio Grande do Sul, houve uma polarização terrível e muito prejudicial a um debate isento. Nessa quinta-feira (14), a partir das 19h, o ambientalista Sebastião Pinheiro participa, juntamente com outros convidados, do painel „Transgênicos ˆ Da Realidade à (I)legalidade, no auditório Guilherme Schultz Filho, da Ordem dos Advogados do Brasil ˆ Secção Rio Grande do Sul, dentro da programação da Semana do Advogado. Veja detalhes na Agenda Ambiental <http://br.calendar.yahoo.com/agendaambiental> Texto do Jornalista Juarez Tosi - juarez@ecoagencia.com.br , repórter da Ecoagência e Fotos de Carlos Stein - stein@ecoagencia.com.br para a EcoAgência de Notícias - http://www.ecoagencia.com.br/ Última atualização: 14 agosto, 2003 - © EcoAgência de Notícias O texto divulgado pela EcoAgência de forma EXCLUSIVA poderá ser aproveitado livremente em outros saites e veículos informativos, condicionada esta divulgação à inclusão da seguinte informação no corpo do material: Nome do Jornalista - e-mail © EcoAgência de Notícias, agosto de 2003 - http://www.ecoagencia.com.br/ . |
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Expansión de la soja y violencia rural en Brasil Sindicalista rural é assassinado no Mato Grosso Foi assassinado na noite da terça-feira desta semana o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vila Bela da Santíssima Trindade, cidade do Mato Grosso que foi a primeira capital do Estado. O agricultor José Lopes, de 38 anos, foi morto com um tiro na nuca, disparado quando suas mãos já estavam amarradas pelo(s) assassino(s). Lopes fazia parte de uma “lista negra“ da Associação dos Produtores Rurais do Mato Grosso. Esta lista, que foi tornada pública há um ano devido a vazamento de informação, reúne personas non gratas dos grandes agricultores mato-grossenses. José Lopes vinha apoiando uma comunidade de pequenos agricultores contra as pressões de latifundiários da soja. Os sojicultores querem comprar os lotes para expandir a fronteira agrícola do grão, desalojando pequenos proprietários e aumentando a monocultura devastadora do meio ambiente. José Lopes foi aluno de uma das primeiras turmas de formação de jovens da FASE no Mato Grosso. A polícia do MT apresentou muito rapidamente a versão de crime passional, apesar das evidências em contrário. Para seus companheiros, esta é uma hipótese indigna sequer de consideração. Source: Fase Noticias 24 - Rio, 24 de Setembro de 2004 . Ano 2004 . nº 24 |
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França comprará soja normal do PR POLÍTICA - NOTAS POLÍTICAS Transgênicos ˆ Uma comitiva francesa será recebida hoje por técnicos da Secretaria da Agricultura para acompanhar a cadeia produtiva de soja no Paraná. Os franceses ficarão por três dias no estado para discutir a decisão do governo estadual de ser um fornecedor mundial de soja convencional (não transgênica). Na comitiva estão Pascale Loget, vice-presidente da província francesa da Bretanha, e René Louail, representante do segundo maior sindicato rural da França. PARANÁ E BRETANHA FIRMAM ACORDO PARA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA CONVENCIONAL Vice-governadora de província francesa vem ao PR conhecer fiscalização contra transgênicos e assina acordo com Requião O Governo do Paraná e a província francesa da Bretanha assinaram, nesta segunda-feira (30), uma carta de intenções para a comercialização de soja convencional. O documento foi assinado pelo governador Roberto Requião e a vice-governadora da Bretanha, Pascale Loget. Ela veio ao Paraná conhecer as ações adotadas pelo Governo do Estado contra o plantio e a a comercialização de organismos geneticamente modificados. Responsável pela produção de 50% da carne de suínos e aves da França e por 6% da produção de grãos, a região da Bretanha deve ser declarada território livre de transgênicos no início de outubro, informou Pascale Loget. "A maior parte da soja que recebemos é do Rio Grande do Sul e não queremos soja transgênica nem para alimentação animal. Os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) degradam a qualidade dos alimentos e 80% da população francesa já manifestaram ser contra o consumo mesmo que seja indiretamente no leite ou na carne", afirmou Pascale. O governador explicou que a oposição aos OGMs está baseada em três argumentos: a necessidade de pesquisas mais aprofundadas sobre o efeito dos transgênicos na natureza e no homem, a maior demanda por agrotóxicos e a desvantagem econômica. "Nós teríamos perdido US$ 60 milhões em royalties e US$ 120 milhões neste ano - porque aumentaram a cobrança por tonelada - se tivéssemos permitido o plantio, a comercialização e a exportação de transgênicos", ressaltou Requião. O risco da propriedade intelectual se tornar instrumento de controle da produção de alimentos foi destacado pelo representante da Federação Camponesa Européia na França, René Louail. "Como organização sindical não queremos os transgênicos porque eles colocam o controle da agricultura nas mãos de um pequeno número de pessoas", avaliou. Louail também demonstrou interesse no Programa Irrigação Noturna, que concede energia elétrica com desconto de até 70% para produtores que fizerem irrigação no período entre 21h e 6h. "É um programa muito interessante porque temos a certeza na Europa que não podemos apoiar a agricultura sem apoiar o pequeno produtor", afirmou. Louail e Loget também devem visitar, nos próximos dias, produtores de alimentos orgânicos e acampamentos de trabalhadores sem-terra. Após visita à Claspar, René Louail avaliou o sistema de fiscalização como "sério e austero". "Como produtor e conhecedor da avaliação que fazemos na França, principalmente para o excesso de agrotóxico, eu considero este sistema impressionante", destacou. Para o superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, o interesse pela comercialização de soja exclusivamente convencional confirma que as ações do Governo do Estado foram acertadas. "O mais importante é que o mundo reconhece o esforço do Paraná. Ainda há resistência daqueles que especulam com a soja, como alguns operadores e arrendatários, mas nós estamos no rumo certo", salientou ao lembrar que a região da Bretanha importa anualmente seis milhões de toneladas de grãos. Gazeta do Povo , Curitiba, SEGUNDA-FEIRA, 30 de agosto de 2004 http://tudoparana.globo.com/gazetadopovo/politica/conteudo.phtml?id=372161 Paraná, Agência Estadual de Notícias, AEN - Para 31/08/04 http://celepar8cta.pr.gov.br/secs/Cnoti.nsf/nd/50664EFDAABBD41A03256F0000657EC7 |
Ingreso de soja transgénica es ilegal y peligroso, según especialista Gustavo Olmedo B. El permiso de comercialización de soja transgénica en el país, otorgado unilateralmente por el Ministerio de Agricultura (MAG), viola leyes locales y convenios internacionales, según afirma Elías Díaz Peña, coordinador del sector ambiental de la organización no gubernamental Sobrevivencia. El especialista señala además que son falsas las versiones que hablan de que este tipo de cultivo no requiere de agroquímicos para su desarrollo, mientras explica que su utilización pone en peligro a la población, porque todavía se desconoce los efectos nocivos para la salud que podrían acarrear la utilización de estas semillas en los cultivos intensivos. "Tenemos la Comisión de Bioseguridad, que tendría que ser la encargada de realizar los pasos (legales y técnicos) previos a la liberación de la soja transgénica, pero que no se cumplieron. El MAG, pasando por encima de esta comisión, estableció la liberación", afirmó. Los transgénicos son organismos vegetales modificados genéticamente por la biotecnología con el objetivo de obtener de ellos ciertas características deseadas por los productores de grandes cultivos. En el caso de la soja, los laboratorios introducen un gen específico que lo hace resistente a un determinado herbicida, que en su estado natural le ocasionaría daños. Esta característica permite un ahorro económico para los sojeros. LEGISLACIÓN. Díaz Peña aseguró que se trasgredieron la Ley 716 de Impacto Ambiental, la 1.334/98 de la Defensa del Consumidor, así como el artículo 8 del Convenio de la Diversidad Biológica, del que Paraguay es signatario. "No se ha cumplido la ley que establece una previa evaluación de impacto ambiental para cualquier actividad que pueda producir efectos ambientales como las derivadas de la liberación de organismos genéticamente modificados", remarcó Díaz Peña. Agregó que la legislación 1.334/98 protege a los consumidores "que se ven amenazados con la incorporación de productos que son potencialmente dañinos". "Hay indicios de que afecta la salud" Para el coordinador de Sobrevivencia, Elías Díaz Peña, todavía no se ha demostrado las consecuencias negativas que este tipo de productos podría tener para el ser humano. "Hay indicios, en otros países, que genera la aparición de nuevas alergias, induce a la pérdida de eficacia de los antibióticos, a la formación de virus y bacterias y la potenciación de enfermedades cancerígenas", sostuvo. Acotó que "creo que estos elementos son suficientes para que apliquemos el principio de precaución, que solicita evitar la producción de un producto que pueda ser potencialmente dañino para la salud humana", concretó el especialista. Recordó que su utilización se encuentra prohibida en varios países y zonas del mundo, como es el caso del Estado de Paraná, Brasil, donde incluso está denegado el transporte de soja transgénica por su territorio. Diario Última Hora, 19-11-04, http://www.ultimahora.com.py/templatesfec.asp?notic=88262 |