14.06.05 - ALEMANHA
Monsanto divulgará relatório
Adital - Greenpeace - Um tribunal alemão determinou em Colônia que
a gigante
da biotecnologia, Monsanto, publique um de seus relatórios confidenciais
Sobre o impacto do milho transgênico em ratos. A empresa tentou impedir
a
divulgação do documento de 1000 páginas, mas as atenções
internacionais se
voltaram para ele após informações publicadas pelo jornal
britânico
Independent On Sunday, no dia 22 de abril
O Greenpeace pediu para ter acesso ao documento com base em uma lei européia
que garante que o público tem o direito de conhecer todos os documentos
relacionados com a avaliação de riscos de plantas transgênicas.
Depois que
as autoridades alemãs autorizaram o acesso ao documento, a Monsanto entrou
Com um processo legal contra o governo, numa tentativa de barrar a divulgação
de
seu conteúdo. Entretanto, o Greenpeace se uniu ao governo alemão
neste caso
e, com a decisão de hoje, o estudo original será disponibilizado
para
conhecimento público.
"Essa é uma vitória importante - tanto para o Greenpeace quanto
para as
pessoas. A estratégia da Monsanto de manter segredo e de não ter
transparência em seus atos falhou. Agora o documento poderá ser
objeto de
investigações independentes", disse Christoph Then, da campanha
Internacional de engenharia genética do Greenpeace.
O referido estudo sobre impactos nos ratos encontrou efeitos significativos
No sangue e nos órgãos desses animais alimentados com o milho transgênico
MON863, fabricado pela Monsanto. Diversos cientistas em toda a Europa que
Viram o estudo expressaram preocupação sobre as implicações
dessa variedade de
milho na saúde e na segurança alimentar. A multinacional não
questiona a
existência de conseqüências significativas sobre a saúde
dos ratos, mas
declara que os efeitos não foram causados pelo milho transgênico.
No
entanto, de acordo com a opinião de vários especialistas, as explicações
da Monsanto
não são suficientes para que as preocupações levantadas
sejam apagadas.
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"Se a educação sozinha não transforma a sociedade,
sem ela tampouco a sociedade muda". (Paulo Freire)
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